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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026
Conselho do São Paulo adia votação de impeachment e acata pedido da defesa de Casares.

São Paulo

Conselho do São Paulo adia votação de impeachment e acata pedido da defesa de Casares.

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Inicialmente marcada para acontecer no próximo dia 14 de janeiro (quarta-feira), a reunião para votar o impeachment do presidente do São Paulo, Julio Casares, sofreu uma alteração na data. Nesta quinta-feira, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Olten Ayres, adiou a votação para o dia 16 deste mês (uma sexta-feira). Além disso, a pedido da defesa de Casares, haverá uma alteração no critério para que a destituição do mandatário seja aprovada.

Em um primeiro momento, seria levado em consideração o artigo 112 do estatuto do clube, que indica que o impeachment deve acontecer em caso de aprovação de dois terços dos conselheiros. No entanto, a defesa de Julio Casares levou ao presidente do Conselho uma interpretação baseada no artigo 58, que indica que são necessários 75% dos votos dos conselheiros para que a destituição seja achatada.

Ao todo, 225 conselheiros participam da votação. Antes do pedido de Casares, o número para aprovar o impeachment seria de 171, com base no artigo 112. Com a mudança, baseada no artigo 58, 191 conselheiros precisariam votar a favor da destituição. A informação sobre o acolhimento do pedido da defesa de Casares foi divulgada inicialmente pelo UOL e confirmada pela Gazeta Esportiva.

Outra questão que havia sido levantada era a possibilidade de uma votação em formato híbrido, mas a opção foi descartada. O quórum, portanto, irá acontecer de forma 100% presencial.

Apesar da alteração na data, os horários da reunião permanecem os mesmos. O primeiro chamado acontece às 18h30, enquanto o segundo está previsto para as 19h. A votação será secreta e realizada nas dependências do Morumbis.

Processo de impeachment

Caso a maioria simples no Conselho aprove o impeachment de Casares, o presidente será afastado imediatamente do cargo, que será assumido de forma temporária por Harry Massis Júnior, primeiro vice-presidente do clube.

A última instância do processo de impeachment é a Assembleia Geral dos Sócios, que também precisaria ser agendada por Olten Ayres, presidente do CD, em caso de aprovação da destituição pelos conselheiros.

Nesse cenário, Casares permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Em contrapartida, se o impeachment não passar no Conselho Deliberativo, o caso será encerrado.

FONTE/CRÉDITOS: gazeta esportiva - foto reprodução
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