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Segunda-feira, 11 de Maio de 2026
Caso VaideBet: Augusto Melo e ex-dirigentes do Corinthians são denunciados pelo MP.

Corinthians

Caso VaideBet: Augusto Melo e ex-dirigentes do Corinthians são denunciados pelo MP.

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Nesta quinta-feira, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu à Justiça denúncia contra Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, Sérgio Moura e Marcelo Mariano, ex-dirigentes do clube, e Alex Cassundé. Todos eles foram indiciados pela Polícia Civil, em meados de maio, pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro no caso VaideBet.

O MP também denunciou os empresários Victor Henrique de Oliveira Shimada e Ulisses de Souza Jorge por lavagem de dinheiro. A informação foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pela Gazeta Esportiva.

No documento, ao qual a reportagem teve acesso, os promotores exigem que os denunciados paguem 40 mil ao Corinthians como indenização. O MP entende que a suposta trama criminosa entre dirigentes do Corinthians e o empresário Alex Cassundé rendeu tal valor de prejuízo ao clube.

A quantia é referente a: R$ 1,4 milhão pago pelo Timão à Rede Social Media Design LTDA, pela intermediação do contrato com a VaideBet; R$ 38.892.857,14 pagos pelo clube pelo rompimento do vínculo com a Pixbet, ex-patrocinadora do Corinthians.

O MP ainda solicita à Justiça o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas citadas na investigação policial.

O ex-diretor jurídico Yun Ki Lee, por sua vez, embora tenha sido indiciado pela Polícia Civil, não foi denunciado pelo Ministério Público. O órgão alega que pairam dúvidas "se ele se omitiu dolosamente para a consecução dos objetivos da associação delitiva ou se agiu com descuidado na sua recente função".

Cabe agora aguardar se um juiz irá acatar ou não a denúncia. Se o caso for levado adiante, Augusto Melo, Marcelo Mariano, Sérgio Moura, Alex Cassundé, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Ulisses de Souza Jorge se tornarão réus em processo penal. Haverá, portanto, audiências, novos depoimentos, produção de provas e, por fim, a decisão judicial.

O contrato assinado entre Corinthians e VaideBet virou alvo de investigação policial após a suspeita de irregularidades no processo de intermediação do acordo. Foram descobertos repasses de receitas oriundas de pagamentos do clube para a Rede Social Media Design LTDA, empresa de Cassundé.

Posteriormente, parte destes valores foram transferidos para uma empresa 'laranja' e chegaram a uma conta vinculada ao crime organizado, conforme comprovou o relatório assinado pelo delegado Tiago Fernando Correia, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), responsável pelo caso.
Segundo o MP, "está muito claro os caminhos tortuosos e ilegais que o dinheiro percorreu a partir do momento em que saiu dos cofres corintianos". O órgão também diz que o montante "passou por empresas manifestamente fantasmas e, tudo indica, recebedoras 'em trânsito' de valores escusos provenientes de estruturas criminosas e de empresas, notadamente, utilizada para as mais diversas formas de lavagem de capitais".
A Assembleia está marcada para o dia 9 de agosto de 2025, das 9h às 17h (de Brasília), no Parque São Jorge.
O QUE DIZ A DEFESA DE AUGUSTO MELO
A defesa de Augusto Melo se manifestou em uma nota oficial, por meio do Dr. Ricardo Jorge. O advogado afirma que a denúncia "carece de clareza e objetividade". Veja abaixo, na íntegra, o comunicado:

"Com relação à denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o presidente Augusto Melo, a defesa reitera que já havia antecipado essa possibilidade, considerando o histórico do procedimento investigativo que perdura há mais de um ano. É evidente que uma investigação tão prolongada, mantida ativa por tanto tempo, apontava para o oferecimento de denúncia como desfecho natural, ainda que previsível.

No entanto, assim como ocorreu no relatório investigativo, a denúncia apresentada carece de clareza e objetividade. Não há uma descrição cronológica coesa dos fatos que permita compreender, de forma técnica e precisa, qual seria a conduta delituosa imputada ao presidente.

A peça acusatória, portanto, não surpreende nem inova em relação ao que já se esperava. Trata-se de uma narrativa genérica e pouco fundamentada, o que compromete o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório.

A defesa já está enfrentando o conteúdo da denúncia com o devido rigor jurídico e confia que a verdade será restabelecida no curso do processo, com o devido respeito aos direitos e garantias constitucionais do presidente Augusto Melo."
FONTE/CRÉDITOS: gazeta esportiva - foto reprodução
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