Nesta quinta-feira, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu à Justiça denúncia contra Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, Sérgio Moura e Marcelo Mariano, ex-dirigentes do clube, e Alex Cassundé. Todos eles foram indiciados pela Polícia Civil, em meados de maio, pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro no caso VaideBet.
O MP também denunciou os empresários Victor Henrique de Oliveira Shimada e Ulisses de Souza Jorge por lavagem de dinheiro. A informação foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pela Gazeta Esportiva.
No documento, ao qual a reportagem teve acesso, os promotores exigem que os denunciados paguem 40 mil ao Corinthians como indenização. O MP entende que a suposta trama criminosa entre dirigentes do Corinthians e o empresário Alex Cassundé rendeu tal valor de prejuízo ao clube.
A quantia é referente a: R$ 1,4 milhão pago pelo Timão à Rede Social Media Design LTDA, pela intermediação do contrato com a VaideBet; R$ 38.892.857,14 pagos pelo clube pelo rompimento do vínculo com a Pixbet, ex-patrocinadora do Corinthians.
O MP ainda solicita à Justiça o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas citadas na investigação policial.
Cabe agora aguardar se um juiz irá acatar ou não a denúncia. Se o caso for levado adiante, Augusto Melo, Marcelo Mariano, Sérgio Moura, Alex Cassundé, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Ulisses de Souza Jorge se tornarão réus em processo penal. Haverá, portanto, audiências, novos depoimentos, produção de provas e, por fim, a decisão judicial.
O contrato assinado entre Corinthians e VaideBet virou alvo de investigação policial após a suspeita de irregularidades no processo de intermediação do acordo. Foram descobertos repasses de receitas oriundas de pagamentos do clube para a Rede Social Media Design LTDA, empresa de Cassundé.
Posteriormente, parte destes valores foram transferidos para uma empresa 'laranja' e chegaram a uma conta vinculada ao crime organizado, conforme comprovou o relatório assinado pelo delegado Tiago Fernando Correia, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), responsável pelo caso.
A Assembleia está marcada para o dia 9 de agosto de 2025, das 9h às 17h (de Brasília), no Parque São Jorge.
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