Apesar do otimismo inicial e do desejo mútuo de Flamengo e Gerson pelo reencontro, o negócio tornou-se praticamente inviável aos olhos do comando do futebol rubro-negro. O vice de futebol Marcos Braz se reuniu com representantes do Olympique na manhã desta quarta-feira, em um hotel em São Paulo, e as partes não chegaram a um denominador comum.
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A divergência de valores é o principal entrave. Os franceses não querem ceder em relação ao pedido do Flamengo de comprar entre 50% e 60% dos direitos econômicos. E mais: desejam um valor próximo a 20 milhões de euros para liberar Gerson.
O jogador de 25 anos desembarcou no último dia 12 no Rio de Janeiro, e havia otimismo dentro de seu staff devido à vontade de Flamengo e do próprio Gerson pela viabilização de uma nova passagem pela Gávea. Entre as partes, havia um acordo verbal por contrato de cinco anos, com salários e metas estabelecidas, mas o Olympique não concordou com o que tem a receber desde o início das negociações.
No último dia 15, o presidente do Olympique de Marselha, Pablo Longoria, admitiu que havia negociação com o Flamengo, mas deixou claro que não havia um acerto até o momento.
- Para começar, é verdade que estamos em negociação com o Flamengo, acho que isso já é público. No momento ainda não há um acordo com o clube. Como vocês sabem, Gerson está no Brasil com nossa permissão. A análise geral da situação é importante, aqui não jogamos Playstation, não estamos jogando Fifa. É uma situação que envolve o jogador, sua personalidade, sua vontade, seu entorno.
A situação de momento é a seguinte: o Flamengo considera o negócio por Gerson praticamente impossível. A leitura é que, com as condições que os franceses querem hoje, o retorno do Coringa não acontecerá.
Somente muita paciência e uma mudança de postura por parte dos franceses pode mudar o panorama.
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