O desejo está latente e aqueceu de vez nos últimos dias. Fontes que se esquivavam já começam a admitir a boa possibilidade de Edenilson se tornar jogador do Atlético-MG. Um namoro antigo, com Rodrigo Caetano e Eduardo Coudet querendo o reencontro agora em Belo Horizonte. O Galo tem US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) a aplicar na compra dos direitos econômicos.

A situação passa muito como o Internacional vê a oferta e a modelagem financeira para receber a proposta. O fato de Edenilson querer mudar de ares (está no Beira-Rio desde 2017) é um fator chave. E também a presença do técnico e do diretor com quem trabalhou em 2020. Rodrigo Caetano já admite as negociações.
- É um grande jogador, trabalhou comigo, com o Coudet. Hoje ele ainda pertence ao Inter. Tivemos e temos mantido conversas. É um jogador experimentado, foi Seleção Brasileira - afirmou o executivo, em entrevista no Youtube ao canal do jornalista Breno Galante.
Os valores que o Atlético se disponibilizou para gastar com Edenilson são similares ao que irá receber do São Paulo na venda do goleiro Rafael (R$ 5 milhões), que era reserva de Everson desde 2020. Edenilson não teve a mesma temporada de outros tempos em 2022.
Entretanto, aos 32 anos (irá fazer 33 em 18 de dezembro), foi o artilheiro do Colorado no ano - com 10 gols - e vice-campeão brasileiro. E o preço de US$ 1 milhão? Rodrigo Caetano deixou escapar o seguinte:
"Difícil colocar preço nos atletas dos outros. Pela idade e experiência, algo em torno de US$ 1 milhão está bem. Mas não gosto que precifiquem nossos atletas, e não farei com atleta dos outros clubes" (Rodrigo Caetano).
Edenilson poderá ser uma resposta do Atlético caso Nacho Fernández seja mesmo vendido ao River Plate. O argentino quer voltar, e o Galo tem uma dívida na Fifa (com transfer ban) pela compra do jogador junto ao time de Buenos Aires.

A condenação, em maio de 2022, foi de R$ 10,5 milhões. Sobre o camisa 8 do Inter, Rodrigo Caetano também disse que é uma peça que se encaixa no 4-1-3-2 de Chacho Coudet.
- Ele tem essa experiência, tem personalidade. Poderia se encaixar. O modelo de jogo do Coudet é um pouco diferente. Ele monta suas equipes de forma física, intensa, jogadores que pressionam o ataque para recuperar a bola. Às vezes esse enganche, esse meia de armação, acaba não sendo privilegiado no esquema de Coudet - completou o diretor de futebol do Atlético.
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