A Argentina está na mira da Fifa após a manifestação política, durante a comemoração para a final da Copa do Mundo, ocorrida na última quarta-feira (15), depois de bater a Inglaterra, de virada, na semifinal, por 2 a 1.
Durante as celebrações no gramado, atletas da seleção da Argentina seguravam uma bandeira com os dizeres: “As Malvinas são da Argentina”, em uma clara provocação aos ingleses, por conta da guerra ocorrida entre abril e junho de 1982, que terminou com vitória dos europeus.
A manifestação fez com que a Argentina infringisse o artigo 34 do regulamento da Copa do Mundo, que diz:
“A exibição de mensagens ou slogans políticos, religiosos ou pessoais de qualquer natureza, em qualquer idioma ou forma, por jogadores e dirigentes é proibida a qualquer momento antes da partida, durante os hinos nacionais, durante a partida e após o término da partida”.
(foto reprodução) - De acordo com apuração da ESPN, a Fifa esteve a par do caso e um processo disciplinar deve ser aberto nas próximas horas. No entanto, uma decisão não deverá ser tomada antes da final, marcada para domingo (19). A reportagem pôde saber que a entidade não tem interesse de abordar esta polêmica no momento.
Ainda de acordo com apuração da ESPN, a tendência é que a Fifa aplique uma multa à Argentina, uma vez que este tem sido o padrão adotado pela entidade em casos semelhantes. O valor da punição deve variar entre 5 a 50 mil francos suíços (R$ 30 a R$ 315 mil).
A AFA – Associação de Futebol da Argentina – ainda tem alguns dias para se explicar a respeito do caso depois que o processo disciplinar for aberto. Oficialmente, a Fifa ainda não se manifestou.
A Argentina foi multada por exibir uma faixa com o mesmo slogan após um amistoso, contra a Eslovênia, em 2014. Na época, a seleção foi multada pela Fifa.
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