O advogado Willi Egloff afirmou nesta terça-feira ao portal UOL que a vítima de estupro na Suíça reconheceu Cuca como um dos agressores, e que o sêmen dele foi usado como prova pela Justiça.
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Egloff acompanhou a vítima de estupro no país europeu na ocasião, mas o caso correu em segredo e não houve acesso ao processo anos depois.
Em sua entrevista de apresentação no Corinthians, Cuca disse que ele não foi reconhecido pela vítima.
"A declaração de Alexi Stival é falsa. A garota o reconheceu como um dos estupradores. Ele foi condenado por relações sexuais com uma menor", afirma o advogado suíço.
O profissional também confirma informação do jornal Der Bund, que menciona que o sêmen de Cuca foi encontrado na vítima.
"É correto que o sêmen de Alexi Stival foi encontrado no corpo da garota. O exame foi realizado pelo Instituto de Medicina Legal da Universidade de Berna.
Contratado pelo pai da vítima para acompanhar o processo, Eglof listou ao "Uol" os artigos da lei penal da Suíça pelos quais Cuca foi condenado.
"Alexi Stival foi condenado por violar o art. 181 (coerção) e o art. 191 (fornicação com crianças) do Código Penal Suíço. Desde então, o Código Penal Suíço foi revisado várias vezes. O antigo art. 191 corresponde ao art. 187 (atos sexuais com crianças) do atual Código Penal Suíço".
Cuca era jogador do Grêmio à época e excursionou com o time para a Europa. Em Berna, na Suíça, ele e outros três jogadores (Eduardo, Fernando e Henrique) foram detidos sob a alegação de terem feito sexo sem consentimento com uma menina de 13 anos. Os quatro foram liberados após quase um mês presos.
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