Subiu para 32 o número de casos registrados em Mato Grosso até esta terça-feira (05), conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O número já é maior do que os registrados nos anos de 2024 e 2025, em comparação com o mesmo período. Até o momento, foram registrados oito óbitos, entre bebês, adultos e idosos.
Cuiabá é a que registra o maior número de casos, com sete confirmados até o momento - sendo que um deles é de uma paciente que está sendo atendida na Capital, mas que reside no Canadá.
Conforme dados da SES, logo atrás de Cuiabá estão Várzea Grande, com cinco casos, e Rondonópolis (a 218 km da Capital), com quatro - veja tabela abaixo:

Até o último balanço, em 29 de abril, o estado tinha 29 casos confirmados da doença e oito óbitos, sendo dois em Sinop, dois em Sorriso, três em Cuiabá e o último não teve informações detalhadas divulgadas.
Segundo a SES, no mesmo período em 2024, foram registrados 22 casos e 25 óbitos. Já em 2025, foram 25 casos e 18 óbitos.
Orientação
A orientação da pasta é de reforço na vacinação de rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação, especialmente para crianças e adolescentes, com busca ativa de pessoas com esquema vacinal incompleto.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente a vacina contra a meningite C, aplicada em bebês entre 3 e 5 meses de vida, e a vacina contra as meningites A, C, W, Y, aplicada como reforço preferencialmente aos 12 meses, podendo ser administrada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. A ACWY também pode ser aplicada como dose única ou complementar em adolescentes entre 11 e 14 anos. A cobertura vacinal contra a meningite C em menores de 1 ano é de 98,72% em Mato Grosso.
A SES ainda orienta que a população evite automedicação e não utilize antibióticos ou medicamentos preventivos sem orientação profissional. A quimioprofilaxia, quando indicada, é direcionada aos contatos próximos definidos pela vigilância epidemiológica, conforme critérios técnicos.
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