A Secretaria de Estado de Saúde (Ses) e o Ministério da Saúde (MS), na defesa da saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), apresentam informações e orientações sobre como lidar com a proliferação do Caramujo Africano (Achatina Fulica), um molusco grande, terrestre, nativo do Leste e Nordeste da África e que chega a atingir, quando adulto, mais de 200 gramas de peso.

“A simples manipulação desses moluscos vivos pode causar contaminação, pois dois tipos de microorganismos perigosos são encontrados em sua secreção.
O Ministério da Saúde tem recomendado que as ações de combate ao Caramujo Africano sejam executadas apenas por adultos, devidamente protegidos.
Crianças não devem manipular os moluscos uma vez que as doenças podem ser transmitidas facilmente”, alertou o sanitarista da Vigilancia Epidemiológica da Saúde do Estado, Aparecido Alberto Rodrigues Marques .
Um dos microorganismos causador de doenças é o Angiostrongytus costaricensis, que resulta na angiostrongilíase abdominal, doença que pode resultar em morte por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal.
Os sintomas são dor abdominal, febre prolongada, anorexia e vômito. O outro é o Angiostrongylos cantonensis, causador da angiostrongilíase meningoencefálica humana, que tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso.
Embora essas doenças não tenham ocorrência registrada em território brasileiro o Ministério da Saúde prescreve uma série de ações, no combate ao Caramujo Africano, que devem ser executadas como medida de prevenção.NOTA TÉCNICA:

CARAMUJO AFRICANO O QUE É – É um molusco grande, terrestre, nativo do leste e nordeste da África. Quando adulto, atinge 15 cm de comprimento, 8 cm de largura e mais de 200 gramas de peso total. Foi introduzido no Brasil para ser comercializado como escargot. Comercializar o Caramujo Africano como escargot é fraude.
Ele não é comestível. Atualmente este molusco é encontrado em 14 estados brasileiros. Vivendo livremente, está se tornando séria praga, em especial nas regiões litorâneas. Ataca e destrói plantações de mandioca, batata-doce, feijão, amendoim, abóbora, mamão, tomate e verduras, flores, frutas e folhas de diversas espécies. Sobe em muros e invade casas.
A cada 2 meses, um caramujo põe 200 ovos e, após 5 meses, os filhotes viram adultos e começam a se reproduzir. Sobrevive o ano todo, se reproduzindo mais rapidamente no inverno, é resistente à seca e ao frio e sobrevive em terrenos baldios, plantações abandonadas, sobras de construções, pilhas de telhas e de tijolos.
DOENÇAS QUE PROVOCA
O Caramujo Africano pode transmitir dois vermes: Angiostrongylos cantonensis, causador da angiostrongilíase meningoencefálica humana, que tem como sintomas dor de cabeça forte e constante, rigidez da nuca e distúrbios do sistema nervoso, e o Angiostrongytus costaricensis, causador da abgiostrongilíase abdominal, doença grave que pode resultar em morte por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal.
Tem como sintomas dor abdominal, febre prolongada, anorexia e vômitos.
Como em todos os casos de doenças, ao sentir os sintomas o usuário do SUS deve procurar uma unidade de Saúde para receber os devidos cuidados.
A identificação do verme é difícil, pois os ovos do mesmo não aparecem nas fezes dos doentes e o próprio verme é desconhecido da maioria dos médicos sanitaristas e protologistas. A simples manipulação dos caramujos vivos pode causar contaminação, pois os vermes podem ser encontrados na secreção dos caramujos.
Ao se instalar em hortas e pomares, o caramujo pode contaminar verduras, frutas e disseminar doenças. Não abandone ao ar livre as conchas do caramujo gigante africano sem destruí-las, pois as mesmas servirão como criadouros naturais para o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela.
AÇÕES DE COMBATE
Certifique-se que é mesmo o caramujo gigante africano.
Em caso de dúvida, procure a Secretaria Municipal de Saúde ou a Regional de Saúde. Recolha os caramujos manualmente, sempre com luvas descartáveis ou sacos plásticos.
Para matá-los, deve-se queimá-los dentro de latas ou tonéis. Depois quebrar as conchas e enterrá-las.
Não coloque os caramujos no lixo, pois poderão estar transferindo a infestação.
Não use veneno, pois afeta o meio ambiente e não o molusco. Só pegue o molusco se estiver com luvas ou com saco plástico envolvendo as mãos.
Não deixe em seu terreno telhas, tijolos, sobras de construções ou excesso de plantas. Eles servem de criadouros.
A orientação é para que os próprios moradores façam o recolhimento dos moluscos e, munidos de luvas descartáveis para não ter contato com o caramujo, os coloquem em recepientes com tampa.
Para exterminar este caramujo, é necessário queimá-lo completamente, pois, caso contrário, os vermes continuam no local.


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