Kauany Beatriz, de 20 anos, e Guilherme Laureth - filha e genro de Angelica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como Angeliquinha - também foram alvos da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (05). Além do casal, Paulo Felizardo, que é pai de Angélica, também foi preso preventivamente. Eles são apontados como responsáveis pelo tráfico de drogas em Alta Floresta e região e teriam movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico.
Kauany Beatriz está grávida e tem um filho pequeno. Ela possui 42,5 mil seguidores no Instagram e ostenta vida de luxo, com postagens de viagens, da casa de luxo que ela possui com Guilherme Laureth e de carros de luxo do casal. Os dois foram presos na residência onde moram. Veja vídeo:
Em um post nas redes sociais, Guilherme e Kauany postam sobre o imóvel do casal, que foi comprado recentemente. "Quem olha hoje talvez não imagine tudo o que já passamos… Nada foi fácil. Foram lutas, noites sem dormir e muita fé. Cada lágrima virou força. Hoje estamos vivendo a realização da nossa segunda casa — a casa dos sonhos. Não é sobre luxo. É sobre superação, família e a mão de Deus em cada detalhe. Quem planta com fé, colhe milagres", escreveram.
Segundo a Polícia Civil, a família é ligada ao Comando Vermelho e envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, divulgação de jogos de azar entre outros crimes na região. A ação é conjunto da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá e da Delegacia de Alta Floresta.
Ainda de acordo com a polícia, Paulo, Kauany e Guilherme são apontados como operadores financeiros do grupo criminoso, atuando na lavagem de dinheiro adquirido com o tráfico de drogas administrado pela facção criminosa.
Os alvos são investigados por movimentar valores incompatíveis com a renda declarada e por administrar empresas utilizadas para dar aparência lícita ao dinheiro obtido de forma ilegal.
Nesta quinta, foram cumpridos quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoa jurídica, expedidos pela 5ª Vara Criminal de Sinop, nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
Alvo principal da operação, Angeliquinha, apontada como liderança do CV, não foi localizada. Ela é considerada de alta periculosidade e está foragida do Sistema Prisional desde agosto de 2025, quando fugiu do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, uma vez que os valores são totalmente incompatíveis com a renda declarada.
O grupo utilizava diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.
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