Alvo de busca e apreensão dentro da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), a Procuradoria-Geral do Estado (PGR) se manifestou por meio de nota e afirmou que "confia nas apurações". A instituição é um dos locais de busca e apreensão no âmbito da investigação que apura supostos crimes envolvendo acordo entre o Estado de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia, o chamado "Escândalo da Oi".
Em nota, a PGE afirmou que confia nas investigações da Polícia Federal e que irá contribuir com todas as informações e medidas que forem solicitadas no decorrer da apuração.
A Procuradoria também declarou que acompanha o caso com naturalidade e aguarda o avanço das investigações, ressaltando acreditar que os fatos serão totalmente esclarecidos.
(foto reprodução) - A operação apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada. Segundo a PF, a investigação envolve um acordo relacionado à restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.
Ao todo, foram expedidos 25 mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. A decisão também determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens de até R$ 316 milhões, além de outras medidas cautelares. Entre os alvos confirmados pelo GAZETA DIGITAL estão a PGE, o ex-governador Mauro Mendes, um escritório de advocacia e o desembargador Ricardo Almeida.
Conforme a Polícia Federal, há indícios de que a operação financeira possa ter sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos.
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