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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Operação da Polícia Civil do RJ contra o Comando Vermelho mira esquema em Pontes e Lacerda.

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Operação da Polícia Civil do RJ contra o Comando Vermelho mira esquema em Pontes e Lacerda.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na terça-feira (16.12) mais uma fase da Operação Contenção contra um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, facção criminosa com atuação nacional. A ofensiva inclui pedido de bloqueio judicial de cerca de R$ 600 milhões e tem como um dos principais focos o município de Pontes e Lacerda (a 444 km de Cuiabá).

A operação cumpre mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em Mato Grosso. Segundo a polícia, pessoas físicas, empresas e patrimônios eram usados para ocultar e movimentar recursos de origem criminosa no sistema financeiro formal.

As investigações indicam que parte relevante do dinheiro era concentrada em Pontes e Lacerda, cidade escolhida estrategicamente por estar distante dos grandes centros e das áreas mais visíveis do tráfico, o que, de acordo com os investigadores, reduzia a exposição dos principais líderes da facção.

O esquema, ainda segundo a Polícia Civil, mantinha uma estrutura organizada para lavar recursos obtidos com o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. O dinheiro financiava a compra de armas, drogas, imóveis e veículos, além de sustentar o controle territorial exercido pelo grupo criminoso.

As apurações apontam que Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, uma das principais lideranças do Comando Vermelho, e Carlos da Costa Neves, o Gardenal, responsável pela área financeira da facção, coordenavam o esquema com apoio de terceiros e empresas de fachada.

Os investigadores identificaram movimentações financeiras muito superiores à renda declarada dos envolvidos. Algumas contas funcionavam, segundo a polícia, como verdadeiros cofres da facção. Os valores foram bloqueados por decisão judicial.

Para dificultar o rastreamento do dinheiro, o grupo recrutava pessoas para realizar depósitos em dinheiro vivo, em pequenas quantias, distribuídas por diferentes bancos no mesmo dia, prática conhecida como fracionamento.

Além do bloqueio de recursos, a Justiça determinou o sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e uma propriedade rural em Mato Grosso. A polícia afirma que as investigações continuam, com análise de documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais apreendidos.

A ação conta com apoio das polícias civis de Minas Gerais e de Mato Grosso e integra a Operação Contenção, ofensiva do governo do Rio de Janeiro para enfraquecer o Comando Vermelho. Segundo dados oficiais, desde o início da operação, mais de 250 pessoas foram presas, 136 morreram em confrontos e centenas de armas e munições foram apreendidas.

A primeira fase da Operação Contenção ocorreu em 28 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão, e foi a mais letal da história do estado, com 122 mortos, entre eles cinco policiais. Ao todo, 113 pessoas foram presas. O principal alvo da operação, Doca, segue foragido.
FONTE/CRÉDITOS: Noticias - foto reprodução
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