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Domingo, 27 de Setembro de 2026
“Nunca me senti tão humilhada”, diz empresária de Sapezal sobre áudio de candidato a deputado.

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“Nunca me senti tão humilhada”, diz empresária de Sapezal sobre áudio de candidato a deputado.

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A empresária Luci Vânia Conci, de Sapezal, decidiu se manifestar publicamente sobre o áudio atribuído ao deputado estadual e candidato à reeleição Chico Guarnieri (PSDB), que passou a circular em Mato Grosso neste mês. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela apresentou sua versão sobre o episódio e afirmou que a gravação corresponde a uma ligação que recebeu do parlamentar.

Segundo Luci, o episódio começou após uma conversa com o vereador Elenildo, conhecido como Niltinho, que teria sido prestador de serviços em sua empresa. Ela afirma que, durante o diálogo, pediu apoio a outro candidato e ouviu que o vereador apoiaria Chico Guarnieri.

A empresária diz que não conhecia pessoalmente o deputado e que não havia feito críticas a ele. Ainda segundo seu relato, naquela noite recebeu duas ligações, de números que não estavam identificados em seu celular.

De acordo com Luci, a segunda chamada durou cerca de quatro minutos e foi marcada por ofensas. Ela afirma que o interlocutor a acusou de falar sobre ele para funcionários e utilizou palavras ofensivas contra sua reputação.

A empresária também contesta a versão de que o áudio teria sido produzido ou manipulado por inteligência artificial. “Tô com toda a documentação aqui, não tem nada de I.A.”, afirmou no vídeo.

Luci Vânia Conci, empresária do ramo supermercadista de Sapezal (a 510 km de Cuiabá), decidiu se manifestar publicamente após a divulgação de um áudio atribuído ao deputado estadual e candidato à reeleição

(foto reprodução)

Empresária apresenta sua versão

Luci afirma que chegou a conversar com um funcionário da empresa que conhecia Chico Guarnieri desde o período em que ele foi vereador. Segundo ela, a conversa teria sido usada como argumento durante a ligação.

A empresária também afirmou que se sentiu humilhada com as declarações atribuídas ao deputado e rejeitou a acusação de que teria cometido algum crime.

“Eu nunca me senti tão humilhada na minha vida”, declarou.

No vídeo, Luci também disse que gera mais de 300 empregos em seu estabelecimento e afirmou ter tomado as medidas que considera cabíveis após o episódio.

Áudio já havia provocado medida judicial

A gravação veio a público no dia 16 e motivou um pedido de medidas protetivas apresentado pela empresária à Justiça de Mato Grosso. Na decisão de primeira instância, o juiz Luiz Guilherme Carvalho Guimarães, da 1ª Vara de Sapezal, determinou inicialmente que Chico Guarnieri mantivesse distância mínima de 100 metros da mulher, familiares e testemunhas, além de proibir contato por telefone, mensagens, redes sociais ou por intermédio de terceiros.

A decisão também impedia o parlamentar de frequentar a residência e o estabelecimento comercial da empresária.

Posteriormente, porém, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspendeu temporariamente a exigência de afastamento físico enquanto analisa o habeas corpus apresentado pela defesa. A proibição de contato direto com a empresária e seus familiares permanece em vigor.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Deputado contestou autenticidade do áudio

Após a divulgação da gravação, Chico Guarnieri contestou ser o autor do áudio e afirmou publicamente que não reconhecia como sua a voz registrada. O parlamentar também levantou a possibilidade de o conteúdo ter sido editado ou montado e classificou a acusação como “fake news”.

A decisão judicial de primeira instância, contudo, registrou a existência de elementos que, naquele momento processual, foram considerados suficientes para indicar verossimilhança quanto à autoria e à materialidade da violência relatada pela mulher.

As declarações da empresária representam a versão dela sobre o episódio. A apuração sobre os fatos segue no âmbito das autoridades competentes.

FONTE/CRÉDITOS: Página Press - foto reprodução
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