Mato Grosso ocupa o 5º lugar no ranking nacional de uso recente de maconha entre adolescente de 13 a 17 anos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março deste ano.

(foto reprodução) - Conforme o estudo, 3,8% dos estudantes disseram ter utilizado maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa, realizada em 2024. Com isso, o estado figura entre os que apresentam maior percentual de uso da substância no país, ficando atrás apenas de Espírito Santo (4,8%), Distrito Federal (4,5%), São Paulo (4,1%) e Paraná (4%).
A maconha é a droga ilícita mais frequente entre os jovens. Apenas entre os meninos, o índice fica em 5,2%, o maior do Brasil. Já entre as meninas, 2,3% afirmaram ter utilizado maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa.
A pesquisa também aponta que 7,9% dos estudantes entre 13 e 17 anos já usaram algum tipo de droga ao menos uma vez na vida e 3,3% usaram nos 30 dias anteriores ao levantamento. Além disso, os dados apontam um uso maior nas escolas públicas (4%) em relação às instituições de ensino privadas (1,7%).
Gerente da pesquisa realizada pelo IBGE, Marco Andreazzi ressalta que os dados tratam de um retrato da realidad escolar em 2019, antes, portanto, da pandemia da Covid-19, que culminaram na adoção de medidas como isolamento social e distanciamento físico do ambiente escolar. Ou seja, na percepção do pesquisador, a situação atual pode ser ainda mais preocupante.

(foto reprodução) - “Tudo isso pode ter sido agravado por consequência da pandemia. Então é importante conhecer o que já vinha acontecendo antes desse período para perceber essa realidade que vai surgir logo após. O fato de a pesquisa ter sido realizada pouco antes da pandemia nos permite ter um ponto de referência para medir os impactos e até orientar as medidas de controle”, defende.
A PeNSE é a principal pesquisa do país dedicada a investigar fatores de risco e de proteção relacionados à saúde de adolescentes em idade escolar. Com base em amostragem nacional, o levantamento utiliza como referência o cadastro de escolas públicas e privadas organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Criada em 2009, em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, a pesquisa oferece um panorama detalhado sobre o bem-estar da população estudantil brasileira.
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