Cia de Notícias - Conceito em Noticiar

Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Indiavaí: Prefeito afasta vigia por extorquir casada em R$ 150 mil após obter nudes.

MT

Indiavaí: Prefeito afasta vigia por extorquir casada em R$ 150 mil após obter nudes.

.....

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Gustavo Guerreiro dos Santos, que é servidor efetivo no cargo de vigia na Prefeitura de Indiavaí (368 km de Cuiabá), foi afastado da função após ser preso, acusado de exigir R$ 150 mil para não divulgar fotos e vídeos íntimos, os famosos "nudes", da esposa de um ex-vereador de Araputanga (345 km da Capital). O afastamento consta na Portaria nº 105/2025, assinada pelo prefeito Sidnei Marques Lopes (PRD) e publicada no Diário Oficial dos Municípios, nesta quarta-feira (7).

Consta na publicação que o servidor “encontra-se preso preventivamente por determinação do Juízo da Vara Única da Comarca de Araputanga, desde 10/09/2025”. A portaria destaca ainda que a prisão preventiva impede o regular exercício de suas funções públicas, motivo pelo qual o município decidiu afastar o servidor.

“Determinar o afastamento do Gustavo Guerreiro dos Santos, ocupante do cargo efetivo de vigia, matrícula nº 4028-1, lotado na Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana, em razão de prisão preventiva, a partir de 10/09/2025, permanecendo afastado de suas funções até ulterior decisão judicial que determine sua soltura ou a cessação da medida”, diz trecho da portaria.

Segundo o documento, o afastamento não implica em exoneração, demissão ou suspensão definitiva, devendo ser mantido o vínculo funcional até decisão final do processo judicial ou administrativo pertinente. 

O afastamento do servidor ocorre depois que a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva do servidor, em novembro do ano passado. À ocasião, por unanimidade, os magistrados seguiram o voto do relator, o desembargador Orlando Perri, ao negar um habeas corpus apresentado pela defesa.

No processo, Gustavo Guerreiro é apontado como suspeito de praticar “sextorsão”, crime que consiste em extorquir alguém sob ameaça de divulgar conteúdo íntimo. A denúncia indica que ele teria agido junto com a esposa, Carla de Oliveira Silva, mantendo a vítima sob pressão por anos.

“A situação é de sextorsão. O paciente aqui, ainda em 2017, ele cria um perfil falso e começou a se relacionar, no ambiente virtual, com uma mulher casada. E com o tempo fez com que ela ganhasse confiança nele, e ela começou a fazer exposição de seu corpo. Ele gravou essas imagens e a partir de então ele começou a extorqui-la. E extorquiu entre os anos de 2017 e 2025”, consta no voto do relator.

O desembargador também destacou que a prática teria chegado a um nível extremo, envolvendo até um agiota. “Chegou-se ao ponto de um dos credores ir até a casa da mulher, casada, ter chutado a porta e ter cobrado dívidas feitas em razão da extorsão realizada pelo paciente e (pasmem!), pela atuação da esposa”, disse.

Ao manter a prisão, Perri lembrou ainda que Gustavo Guerreiro já respondeu por ameaça e lesão corporal contra mulheres, o que pesou contra a concessão da liberdade. Mesmo preso, o servidor ainda aparecia no Portal da Transparência de Indiavaí com salário de pouco mais de R$ 2,1 mil em outubro de 2025. 

FONTE/CRÉDITOS: folha max - foto reprodução
Comentários: