O deputado federal Fábio Garcia (União) anunciará nesta terça-feira (11) sua desistência de concorrer ao posto de vice-governador na chapa liderada pelo atual governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos). Com o recuo, Garcia optou por sair da disputa pela manutenção de sua cadeira na Câmara dos Deputados. O acordo que selou a desistência também encaminhou a exoneração do chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
O movimento é fruto direto de uma reunião de emergência promovida entre Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes (União). No encontro, marcado inflexão política, os líderes formalizaram o racha em sua aliança. Ficou acertado que Pivetta terá "mãos livres" para indicar um novo nome para a vice, sem a ingerência direta de Mendes.
(foto reprodução) - A cúpula do governo já avalia alternativas para recompor a chapa majoritária. Entre os nomes que ganharam força na mesa de negociações de Pivetta estão o da deputada federal Gisela Simona (União), o da primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Pode), e o do ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo.
A confirmação do recuo de Fábio Garcia ocorre poucas horas após o desdobramento de uma crise de bastidores. Até o começo desta terça-feira (11), as articulações no Palácio Paiaguás estavam em "rota de colisão". Pivetta vinha pressionando abertamente pela saída de Garcia do posto de vice, alegando que os desdobramentos das investigações haviam imposto um desgaste reputacional e irreversível à sua campanha de reeleição.
Em contrapartida, Mauro Mendes resistia tenazmente à rifa de seu afilhado político. A tensão atingiu o ápice na segunda-feira (10), quando Pivetta chegou a cogitar o cancelamento da própria candidatura após Mendes ameaçar retirar o apoio formal da Federação União Progressista (União Brasil e PP). O imbróglio causou o cancelamento de uma coletiva de imprensa oficial e expôs feridas expostas na composição eleitoral, desenhada originalmente a contragosto de Pivetta.
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