O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (11) que a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinante para que desistisse de disputar a vice-governadoria na chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, a restrição imposta pela decisão, que impede a comunicação entre ele e o ex-governador Mauro Mendes, criou uma dificuldade para a condução da campanha e levou dirigentes dos partidos da coligação a pedirem que reavaliasse sua candidatura.
“Essa decisão impõe a todos nós, do nosso grupo político, uma restrição. Eu e o ex-governador Mauro Mendes, pela decisão do ministro, não podemos nos comunicar, portanto não podemos estar no mesmo local. Isso impõe a todos nós uma dificuldade de poder tocar a campanha”, afirmou Garcia, que falou ao lado de Pivetta e diversas lideranças do União Brasil, do Podemos e do Republicanos, em coletiva na Assembleia Legislativa no final desta manhã.
Diante do cenário, Fábio disse ter decidido atender ao pedido dos presidentes dos partidos que integram a coligação e retornar à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. “Entendendo, portanto, que nós precisamos tocar para frente o projeto, eu vou voltar a ser candidato a deputado federal. Essa é a definição”, declarou.
A decisão de Garcia abriu uma nova rodada de articulações para definir quem ocupará a vaga de vice de Pivetta, que busca a reeleição. Entre os nomes cotados está um representante do Podemos, partido presidido em Mato Grosso pelo deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi. O próprio União Brasil, no entanto, também pode apresentar uma alternativa para a composição.
A indicação de Garcia para a vice havia sido anunciada anteriormente, mas passou a enfrentar resistência dentro do grupo político após a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura pagamentos relacionados a um contrato firmado pelo Governo de Mato Grosso com a empresa de telefonia Oi, e Fábio Garcia está entre os alvos da apuração.
(foto reprodução) - A desistência ocorreu após uma manhã de intensas articulações no Palácio Paiaguás, que reuniu Pivetta, Mauro Mendes, Max Russi e outras lideranças partidárias. O encontro expôs divergências sobre o futuro da composição da chapa e acirrou a queda de braço entre Pivetta e Mauro, aliados de primeira hora.
Mauro vinha defendendo a permanência de Fábio na chapa, enquanto Pivetta passou a considerar a substituição do deputado diante do desgaste provocado pelo impasse. Com a retirada de Garcia, a disputa agora se concentra na escolha do novo vice, que deverá ser discutida em uma nova rodada de conversas entre as lideranças do grupo.
A expectativa é de que o novo nome seja definido em reunião fora do Palácio Paiaguás. A Assembleia Legislativa também é apontada como possível local para o anúncio da nova composição da chapa.
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