O coronel Ardonil Manoel Gonzalez Junior, ex-comandante da estrutura regional da Polícia Militar sediada em Pontes e Lacerda, foi preso nesta terça-feira (22), em Cuiabá, após cerca de um ano e meio sem ser localizado pela Justiça.
Ardonil foi condenado pela Justiça Militar a 8 anos, 1 mês e 6 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, por peculato e corrupção passiva. O mandado de prisão havia sido expedido em março de 2025.
Após ser localizado pela Polinter, o militar foi encaminhado ao Fórum Criminal de Cuiabá para os procedimentos judiciais. A previsão é que ele seja transferido para uma unidade prisional em Chapada dos Guimarães.
(foto reprodução)
Comando em Pontes e Lacerda
Ardonil comandou a estrutura regional da PM sediada em Pontes e Lacerda entre fevereiro de 2006 e janeiro de 2008. Na época, a unidade era identificada como Comando Regional VI.
O período coincide com os fatos posteriormente analisados no processo criminal que resultou na condenação.
Durante o comando, a Polícia Militar atuou em operações de combate ao tráfico de drogas e ao transporte de armas na região de fronteira. Em dezembro de 2007, uma ação na BR-174, entre Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, resultou na apreensão de 7,4 quilos de pasta-base de cocaína, duas pistolas e 200 munições.
Processo criminal
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O processo penal militar nº 1479-07.2009.811.0042 apurou irregularidades relacionadas ao período de comando.
Segundo o Ministério Público, foram investigados fatos envolvendo combustível destinado às viaturas, alteração de registros de hodômetros, uso de veículos e outros bens públicos para fins particulares, além de armas e munições.
Também foram apontadas acusações relacionadas a escoltas privadas e utilização de recursos públicos em compras pessoais.
Após anos de tramitação, a Justiça Militar condenou Ardonil, em 5 de março de 2025, a 8 anos, 1 mês e 6 dias de prisão.
O mandado não foi cumprido naquele momento porque ele não foi localizado. Cerca de um ano e meio depois, o coronel foi encontrado em Cuiabá e preso.
A condenação encerra uma longa trajetória judicial relacionada ao período em que o militar esteve à frente da estrutura regional da Polícia Militar em Pontes e Lacerda.
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