A sexualidade masculina ainda é cercada por muitos tabus. Em entrevista, a sexóloga Darla Miranda abordou os estigmas em torno da estimulação da região anal masculina, conhecida popularmente como "fio terra", e explicou o funcionamento biológico que torna essa área propensa ao prazer.
A especialista separou a orientação sexual das preferências e respostas físicas corporais de cada indivíduo, contestando a ideia de que o interesse por esse tipo de estímulo comprometa a identidade de gênero ou a sexualidade do homem.
"Homem que gosta ali de um dedinho atrás, ele deixa de ser masculinizado? Não. Significa que ele é gay? Não. Não tem nada a ver com isso" .
Do ponto de vista puramente físico, a região descrita possui características particulares de sensibilidade. De acordo com Darla, a área do esfíncter anal masculino apresenta uma densidade nervosa acentuada se comparada à anatomia feminina.

(foto reprodução) - "Na verdade, a região ali do esfíncter anal do homem, ela é muito mais delicada do que o da mulher. Ele tem um estímulo de terminações nervosas mais delicado que o da mulher".
Além da alta concentração de terminações nervosas locais, o principal fator biológico para o prazer masculino nessa prática provém de um órgão interno específico.
"O homem tem um estímulo prostático que está ali posicionado próximo àquela região. Então acaba gerando, né, um prazer para o homem. É uma região delicada, tem terminações nervosas".
A próstata, frequentemente apelidada de "ponto G masculino", pode ser estimulada indiretamente por meio da parede retal.
Apesar das explicações científicas e biológicas, a barreira para a aceitação e a prática contínuas muitas vezes esbarra em preceitos sociais rígidos relacionados à masculinidade. O receio de ter a virilidade questionada afasta muitos homens de explorar o próprio corpo ou de permitir essa interação com suas parceiras.
"Tem muito esse tabu, né? Porque tem homem que relaciona isso muito à masculinidade" , pontuou a sexóloga durante a entrevista. Para concluir o assunto, Darla reiterou que a quebra desse preconceito envolve apenas a busca por novas formas de intimidade de maneira consensual e cuidadosa, sem impactos na conduta social ou na identidade do homem. "Mas, na verdade, tocar aquela região de forma respeitosa, não faz ninguém perder o seu nível de masculinidade".
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