Cia de Notícias - Conceito em Noticiar

Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
Especialista: Fio terra não faz ninguém perder a masculinidade e deixar de ser homem.

Geral

Especialista: Fio terra não faz ninguém perder a masculinidade e deixar de ser homem.

.......

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A sexualidade masculina ainda é cercada por muitos tabus. Em entrevista, a sexóloga Darla Miranda abordou os estigmas em torno da estimulação da região anal masculina, conhecida popularmente como "fio terra", e explicou o funcionamento biológico que torna essa área propensa ao prazer.

A especialista separou a orientação sexual das preferências e respostas físicas corporais de cada indivíduo, contestando a ideia de que o interesse por esse tipo de estímulo comprometa a identidade de gênero ou a sexualidade do homem.

"Homem que gosta ali de um dedinho atrás, ele deixa de ser masculinizado? Não. Significa que ele é gay? Não. Não tem nada a ver com isso" .

Do ponto de vista puramente físico, a região descrita possui características particulares de sensibilidade. De acordo com Darla, a área do esfíncter anal masculino apresenta uma densidade nervosa acentuada se comparada à anatomia feminina.

Sexóloga Darla Miranda abordou os estigmas em torno da estimulação da região anal masculina

(foto reprodução) - "Na verdade, a região ali do esfíncter anal do homem, ela é muito mais delicada do que o da mulher. Ele tem um estímulo de terminações nervosas mais delicado que o da mulher".

Além da alta concentração de terminações nervosas locais, o principal fator biológico para o prazer masculino nessa prática provém de um órgão interno específico.

"O homem tem um estímulo prostático que está ali posicionado próximo àquela região. Então acaba gerando, né, um prazer para o homem. É uma região delicada, tem terminações nervosas". 

A próstata, frequentemente apelidada de "ponto G masculino", pode ser estimulada indiretamente por meio da parede retal.

Apesar das explicações científicas e biológicas, a barreira para a aceitação e a prática contínuas muitas vezes esbarra em preceitos sociais rígidos relacionados à masculinidade. O receio de ter a virilidade questionada afasta muitos homens de explorar o próprio corpo ou de permitir essa interação com suas parceiras.

"Tem muito esse tabu, né? Porque tem homem que relaciona isso muito à masculinidade" , pontuou a sexóloga durante a entrevista. Para concluir o assunto, Darla reiterou que a quebra desse preconceito envolve apenas a busca por novas formas de intimidade de maneira consensual e cuidadosa, sem impactos na conduta social ou na identidade do homem. "Mas, na verdade, tocar aquela região de forma respeitosa, não faz ninguém perder o seu nível de masculinidade".

Veja vídeo:

 
 
 
 
 
 
 

 

FONTE/CRÉDITOS: Repórter MT - foto reprodução
Comentários: