Cia de Notícias - Conceito em Noticiar

Quinta-feira, 25 de Junho de 2026
Defensoria garante reconhecimento de paternidade para jovem de 22 anos durante mutirão.

Justiça

Defensoria garante reconhecimento de paternidade para jovem de 22 anos durante mutirão.

......

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Após 22 anos de espera, a jovem Angélica Poiche finalmente obteve a sua certidão de nascimento completa, com a tão sonhada inclusão do nome do pai.

O reconhecimento de paternidade ocorreu no último dia 12 de junho, na comunidade de Palmarito, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá).

A ação aconteceu durante a 2ª edição do projeto Expedição Justiça Sem Fronteiras, por meio de um acordo mediado pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT).

O defensor público Antônio Goés de Araújo, responsável pelo atendimento da família, destacou a importância da mudança no registro civil para a dignidade e a cidadania da jovem.

“A família procurou a Defensoria Pública para regularizar a situação. Ela é e sempre foi filha, mas não tinha o registro. É o reconhecimento da sua origem. A gente percebeu a emoção dela quando saiu a decisão”, relatou o defensor.

Ele explicou que o sentimento de pertencimento familiar foi o grande destaque do caso: “Era um casal já com idade, com seis filhos, mas a sexta filha não tinha o registro do pai e se sentia diferente dos irmãos. Ela procurou a Defensoria no mutirão e já saiu com a sentença”.

Defensoria garante reconhecimento de paternidade para jovem de 22 anos durante mutirão

(foto reprodução)

Entenda o caso – A aposentada Maria Lorenza Poiche Hurtado, de 59 anos, e Miguel Parabá Messias, 68, mantêm um relacionamento de décadas e são pais de seis filhos.

No entanto, por diferentes motivos, Angélica, que nasceu no dia 18 de outubro de 2003, havia sido registrada apenas com o nome da mãe.

Buscando mudar essa realidade, a família aproveitou a passagem do mutirão para formalizar o vínculo de forma voluntária.

Cidadania imediata – Após a equipe da DPEMT elaborar o termo de reconhecimento de paternidade, o pedido foi encaminhado ao juiz coordenador do evento, José Antônio Bezerra Filho.

O magistrado homologou o acordo imediatamente, garantindo a extinção do processo com resolução de mérito.

Com a decisão, ficou autorizada a averbação direta no registro de nascimento da jovem, que passou a assinar legalmente como Angélica Poiche Parabá.

O documento agora também conta com os nomes de seus avós paternos, Rafael Parabá e Pascoala Messias.

Todo o serviço foi prestado de forma totalmente gratuita, assegurando o direito de filiação e acesso rápido à Justiça em uma única etapa.

Expedição – O projeto Justiça Sem Fronteiras é realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso e leva serviços essenciais a comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia. 

FONTE/CRÉDITOS: DPEMT / foto reprodução
Comentários: