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Domingo, 20 de Setembro de 2026
Campanha nacional “No Meu Voto Mando Eu” alerta contra o assédio eleitoral.

Justiça

Campanha nacional “No Meu Voto Mando Eu” alerta contra o assédio eleitoral.

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O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) participa da campanha nacional  “No Meu Voto Mando Eu”, voltada à prevenção e ao enfrentamento do assédio eleitoral nas relações de trabalho. A mobilização reúne a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) em ações de conscientização sobre o direito de os trabalhadores exercerem livremente suas escolhas nas eleições.

No meu voto, mando eu!, Seu voto é livre e secreto. No ambiente de trabalho, ninguém pode pressionar, constranger ou tentar influenciar sua escolha política., Em entrevista à TV Morena, a ...

(foto reprodução) - Em Mato Grosso, o TRT/MT vem divulgando os conteúdos da campanha em suas redes sociais. As publicações são feitas de forma colaborativa com os perfis das instituições participantes da mobilização no estado, ampliando o alcance das orientações sobre como identificar e prevenir práticas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Com o lema  “No Meu Voto Mando Eu” , a campanha reforça uma mensagem direta: relações profissionais, econômicas ou hierárquicas não podem ser utilizadas para interferir na decisão do eleitor. A iniciativa nacional está em veiculação desde 14 de setembro e segue até 31 de outubro.

O que é assédio eleitoral

O assédio eleitoral pode ocorrer quando a relação de trabalho é utilizada para constranger, pressionar ou tentar influenciar a escolha política de uma pessoa.

Entre as situações que podem caracterizar a prática estão ameaças de demissão, perda de função ou redução salarial; promessa de benefícios; exigência de participação em atos de campanha; fiscalização ou cobrança sobre o voto; e humilhações relacionadas a preferências políticas. O uso da dependência econômica ou da posição hierárquica para tentar induzir o voto também pode configurar assédio, mesmo quando não há uma ameaça expressa.

No meu voto mando eu”: campanha nacional alerta trabalhadores sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho - Portal Acre

(foto reprodução)

Atuação conjunta

A campanha integra as ações previstas no  Acordo de Cooperação Técnica TSE nº 34/2026 , firmado em 6 de agosto pela Justiça Eleitoral, Justiça do Trabalho, Ministério Público Eleitoral e Ministério Público do Trabalho.

O acordo prevê campanhas educativas, ações de conscientização, capacitação e compartilhamento de experiências e boas práticas. A parceria também estabelece mecanismos para tornar mais ágil a troca de informações entre as instituições envolvidas no enfrentamento ao assédio eleitoral.

A atuação conjunta alcança também os processos que chegam à Justiça do Trabalho. A Resolução CSJT nº 355/2023, atualizada em julho deste ano, prevê a comunicação ao MPT e ao MPE após o recebimento da petição inicial quando os fatos narrados puderem caracterizar assédio eleitoral.

No seu trabalho, existe chefe. Na urna, não. Ameaçar demissão, oferecer benefícios em troca de apoio político, pressionar funcionários a votar em determinado candidato ou obrigar trabalhadores a usar ...

(foto reprodução)

Casos na Justiça do Trabalho

Entre 2023 e 2026, a Justiça do Trabalho registrou  738 processos relacionados ao assédio eleitoral . Já o MPT havia recebido, até 6 de agosto,  135 denúncias referentes às eleições de 2026 . Nas eleições de 2022, quando o órgão começou a realizar o monitoramento nacional desse tipo de ocorrência, foram registradas 3.371 denúncias.

Além da divulgação de informações, a mobilização busca orientar trabalhadores e empregadores para que o ambiente de trabalho preserve a liberdade de manifestação e de escolha de cada eleitor.

FONTE/CRÉDITOS: Noticias - foto reprodução
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