Delegado de Polícia Civil, chefe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) em Cuiabá, Frederico Murta, conhecido como Fred Murta, publicou um vídeo em seu perfil no Instagram, que viralizou, chegando a 1,3 milhão de visualizações. O assunto foi o caso que chocou o estado, no último final de semana, em Cáceres (a 222 km de Cuiabá), onde um adolescente de 14 anos foi morto a tiros, por engano, por membros do Comando Vermelho (CV). Segundo a polícia, o alvo seria, na verdade, o irmão da vítima, de 19 anos, que, supostamente, integra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Diante da repercussão, o delegado fez uma live no YouTube, contextualizando o crime em detalhes e criticando a legislação penal para menores de 18 anos no Brasil. Fred destacou a vulnerabilidade do sistema legal em relação a crimes cometidos por menores que, segundo ele, é explorada por organizações criminosas.
“Dois v* entraram na casa dele [vítima] duas horas da tarde procurando o irmão dele. Aparentemente o irmão também não era flor que se cheire. Mas aí eles não encontraram o irmão, acabaram executando o garoto. Não sei se por engano ou só por maldade mesmo. Na fuga, o pai dele e alguns vizinhos conseguiram segurar um dos executores”, disse o delegado no Instagram .
O delegado relata que um dos executores foi contido e agredido por populares, até a chegada da polícia. “Esse verme, sem futuro, integrante de facção de apenas 17 aninhos, que a lei insiste em chamar de menor infrator, tinha sido apreendido agora, em outubro de 2025, pela prática de outro homicídio. Ou seja, ele foi identificado, foi apreendido e já estava solto. Você tá entendendo o que eu tô falando? Isso não tem 3 meses”, disse Fred, em vídeo, sobre o menor apreendido pela morte do adolescente.
Fred Murta relata ainda que o mesmo menor infrator, apontado como um dos executores do adolescente, também é suspeito em outro homicídio e questiona por quanto tempo o mesmo ficará internado após o crime recente.
“Entende por que esses caras ficam tão à vontade? Entende por que o v* escreve o nome da facção no muro, pinta o cabelo de vermelho e anda na rua tranquilamente? Entende por que o v* hoje não tem medo de entrar dentro da sua casa e fazer o que ele quiser com você e com a sua família? Porque se ele for preso, não dá nada. Um v* desse hoje não pode nem ser chamado pelo nome correto: criminoso. É o menorzinho de 17 anos, então, segundo a nossa lei, nem preso pode ser. Na verdade, ele só precisa de atenção e cuidado. Isso é revoltante demais”, finaliza.
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