Um dos quatro homens mortos em confronto com a Força Tática na madrugada desta sexta-feira (5), na BR-070, era irmão de Rhavenna Barcelos Cabeça Almeida, conhecida como "Missionária do CV". André Luiz da Veiga, cujo apelido era "Bundinha", tinha 20 anos e 55 ocorrências em sua ficha criminal.
(foto reprodução) - Ele e outros três homens, integrantes de facção, viajavam em uma caminhonete Toyota SW4 e vinham da região de fronteira com a Bolívia. O grupo seguia de Cáceres em direção a Cuiabá quando foi abordado pelos policiais na saída do Trevo do Lagarto.
Segundo a ocorrência, os ocupantes reagiram à abordagem e dispararam contra os policiais. Houve troca de tiros e os quatro homens foram atingidos. Eles morreram no local devido os ferimentos.
Missionários do CV
Rhavenna foi presa na Operação Fariseus, da Draco, por suspeita de integrar o Comando Vermelho em Mato Grosso. Ela mantinha um relacionamento com um chefe da facção que fugiu para o Rio de Janeiro e compartilhava com ela informações sobre seu esconderijo e operações policiais no Complexo do Alemão.
(foto reprodução) - Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, Rhavenna e a família usavam o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, autorizado pelo governo de Mato Grosso a prestar assistência religiosa em presídios, como pretexto para entrar nas unidades, levar celulares, transmitir recados de presos ligados à facção, receber dinheiro do crime e lavar os valores. O esquema incluiria movimentação em lotéricas e em contas fracionadas para esconder a origem ilícita.
Além de Rhavenna, foram denunciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro a mãe dela, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, as irmãs Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, o primo Rhuan Barcelos da Conceição e Renildo Silva Rios, o Veio, apontado como conselheiro final do Comando Vermelho e um dos namorados de Rhavenna.
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