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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026
Seedorf nega influência de Memphis e exalta Corinthians: 'Leão ferido é perigoso'.

Corinthians

Seedorf nega influência de Memphis e exalta Corinthians: 'Leão ferido é perigoso'.

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Clarence Seedorf foi apresentado pelo Corinthians na tarde desta quarta-feira (14), no CT Dr. Joaquim Grava, como novo treinador da equipe. O holandês chega com a missão de ajudar o clube a se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Durante a entrevista coletiva, o novo comandante do Timão negou que Memphis Depay tenha sido decisivo para sua chegada ao clube e explicou os motivos que o levaram a aceitar o desafio de assumir a equipe.

— Conheço o Memphis da Holanda, um jogador holandês. Às vezes estamos em contato. Mas ele não tem relação com a minha escolha, eu conhecia o Corinthians antes dele. Conheço muito bem o Corinthians e não é por ele. Tenho pessoas aqui, como Bruno Paiva e Marcelo Paz, que são pessoas que sempre me mantiveram informadas sobre o que está acontecendo no Brasil. O Corinthians sempre foi parte da conversa. Tenho amigos que passaram por aqui também. A escolha foi feita com consciência sobre a situação. O diretor Marcelo (Paz) deu a sensação de que pode ser a oportunidade dos dois de voltarmos a ser protagonistas no futebol. Não podia deixar passar essa oportunidade. Não tenho medo e nem preocupação com isso, sei que o time vai apresentar aquilo que eu gosto. Intensidade, compacto, que é a identidade do Corinthians. Sei a história do clube, era sempre difícil de jogar contra — disse Seedorf.

O treinador também comentou o período em que esteve afastado do comando de equipes. Seu último trabalho como técnico foi à frente da seleção de Camarões, em 2019. Desde então, Seedorf desempenhou outras funções ligadas ao futebol, mas não assumiu um novo clube.

Seedorf nega influência de Memphis e exalta Corinthians: 'Leão ferido é perigoso' – R7 Esportes

(foto reprodução) - — No futebol cada ano tem times e clubes que passam por esses momentos, com treinadores de muita experiência e não conseguem sair ou não fazem um bom trabalho. Eu não acho que tem uma certeza quando alguém pega um trabalho. Foram vários anos que eu estava falando com a OTB (agência que cuida de sua carreira) para voltar ao Brasil e trabalhar como treinador. Essa situação é uma grande oportunidade para mim, é um dos maiores clubes do mundo. Isso não passa todo dia pelo seu caminho. Eu não fiquei sem estar no futebol, sempre estive próximo. Longe de um clube, não queria pegar as coisas que estavam me oferecendo, não acreditava nos projetos. Tive outros papéis como conselheiro e dirigente e analisando jogos de um nível alto, de Champions League. Eu vivi 30 anos nessa parte com os maiores treinadores do mundo — explica.

Seedorf avalia momento do Corinthians no Brasileirão

O comandante também analisou a situação da equipe no Campeonato Brasileiro. Em 30 rodadas, o Corinthians conquistou apenas oito vitórias, além de oito empates e 14 derrotas, com aproveitamento de 35,6%. O clube ocupa a 16ª colocação, sendo o primeiro time fora da zona de rebaixamento.

— Não é fácil chegar assim. Quando precisa de coragem, de pessoas que acreditam nos valores que o clube tem... Não precisamos explicar a história do clube. É um grupo com muito talento. Tem alguns resultados negativos, mas não significa que esse grupo não tem valor. Com trabalho e seriedade, tudo pode ser voltado com o apoio dos torcedores fantásticos. Esse grupo já mostrou ter muita vontade, é um leão ferido e isso é perigoso. Vamos poder transformar essa base com trabalho no dia a dia — aponta.

Seedorf também foi questionado sobre seu conhecimento dos adversários que o Corinthians enfrentará na reta final da temporada, na luta contra o rebaixamento. O holandês admitiu que ainda não conhece todos os detalhes das equipes, mas demonstrou confiança na comissão técnica para auxiliá-lo na preparação para os confrontos.

— Deixa eu contar um pouco como eu trabalho... Quando eu jogava, muitas vezes eu não sabia contra quem jogava no mesmo dia. A minha mentalidade era saber o que fazer com o meu time. Como jogador era uma coisa, agora como treinador é diferente. Hoje em dia o treinador não precisa ver praticamente nada para saber sobre o adversário; tem muita gente boa para trabalhar aqui. Vamos ter tempo para analisar o adversário, o futebol é um esporte universal. Eu joguei em vários clubes do mundo e no final a bola é redonda e 11 jogadores contra 11. Joguei futebol 40 anos da minha vida, conheço futebol e não preciso de muito tempo para conhecer os jogadores que vamos enfrentar. Vamos respeitar todos — finaliza.

FONTE/CRÉDITOS: Lance - foto reprodução
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