A histórica camisa 10 da Seleção Brasileira voltou ao centro do debate às vésperas da nova convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. Em entrevista à ESPN, Rivellino afirmou que aposentaria o número eternizado por Pelé caso fosse presidente da CBF e questionou o desejo de Vinicius Júnior de assumir a camisa em eventual ausência de Neymar na lista que será divulgada na próxima segunda-feira (18).
As declarações do ex-meia surgem em meio à discussão sobre a falta de protagonistas na posição clássica do futebol brasileiro. Para Rivellino, a camisa 10 carrega um peso simbólico que vai além do desempenho técnico ou do status atual dos jogadores.
“Se eu fosse o presidente da CBF, eu colocaria a 10 no Cristo Redentor para ninguém mais usar. Para mim, o maior rei, nunca vai ter outro jogador, é o Pelé. Vai me desculpar. A 10 era a 10, a referência”, afirmou.
A relação da camisa com a história da Seleção ajuda a explicar a dimensão do debate. Pelé utilizou o número nas conquistas das Copas de 1958, 1962 e 1970. Décadas depois, a tradição foi mantida com nomes como Rivellino, Zico, Raí, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e, nos últimos anos, Neymar, que transformou a 10 em sua marca na equipe nacional.
Durante a entrevista, Rivellino também criticou a busca de Vinicius Júnior pela camisa mais emblemática da Seleção e relembrou a trajetória do atacante no Real Madrid.

(foto reprodução) - “Não estou dizendo que o Vini não merece, Neymar não merece, mas eu acho que o Vini não devia continuar usando, pois nunca usou no Real Madrid; usa a 7, que também é errado, porque ele buscou a 7 depois que começou a marcar uma época com a 22. Aí ele foi campeão e quis a 7. Ele está disputando com Figo, Ronaldo, então fica com a 22, cada um com a sua. Agora ele quer a 10, para quê?”, disse.
Rivellino ainda afirmou que, em sua visão, o mais importante nunca foi o número estampado nas costas, mas sim o desempenho dentro de campo. O ex-jogador lembrou que herdou a camisa 10 após a saída de Pelé da Seleção, mas tratava a responsabilidade de forma natural.
“Eu tive a honra e o privilégio, desde que o Pelé deixou a seleção, de participar de duas Copas usando a camisa 10. Mas a preocupação não era com a 10, era com o que eu fazia em campo. Não posso ficar preocupado com meu número. Apesar de que, para mim, era uma honra”, completou.
Apesar das críticas, Rivellino deixou claro que considera Neymar o dono natural da camisa caso o atacante do Santos esteja presente na convocação de Ancelotti para a Copa do Mundo.
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