O presidente do Ceará SC, João Paulo Silva, esteve na Delegacia Geral da Polícia Civil do Estado do Ceará para registrar queixa após as ameaças sofridas por sua filha. O dirigente também recebeu ampla manifestação de apoio de clubes do futebol brasileiro e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que divulgaram notas de solidariedade e repúdio ao episódio.
O caso ocorreu após um objeto ser entregue na escola de teatro frequentada por uma das filhas de João Paulo. A encomenda continha um explosivo, além de flores, uma caixa de bombons e mensagens com os dizeres "Fora JP" e "Safado", intimidando o presidente e cobrando sua saída do comando do clube.
Na manhã desta sexta-feira (26), João Paulo a compareceu à Delegacia, onde prestou esclarecimentos e para colaborar com as investigações, que buscam identificar os responsáveis pelo atentado.
— Estou vindo aqui me pronunciar depois do episódio de ontem, com o absurdo que fizeram com minha filha, com minha família. É inaceitável. Fui recebido pelo delegado geral, Márcio Gutiérrez, que teve uma atenção muito grande à minha pessoa. E vai estar totalmente empenhado em descobrir quem fez essas ações e os financiadores dela. Peço também, aqui não como presidente do Ceará, mas como pai e cidadão, ao governador Elmano: o seu apoio, em solidariedade, porque a gente precisa de uma vez por todas acabar com isso no futebol — disse o presidente em publicação nas redes sociais.
CBF e clubes prestaram apoio ao presidente do Ceará
Após o ocorrido, diversas entidades do futebol manifestaram apoio ao dirigente. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Cearense de Futebol divulgaram notas de repúdio ao ataque.
Clubes da Série A, como Flamengo, Corinthians e Palmeiras, também se posicionaram, enquanto equipes da Série B publicaram uma nota conjunta condenando qualquer tipo de violência no futebol. Veja a nota das equipes da segunda divisão:

(foto reprodução)
NOTA DE REPÚDIO
Os clubes participantes do Brasileirão Série B manifestam profundo repúdio ao grave episódio de ameaça direcionado ao presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva, por meio de um ato que envolveu sua filha. A utilização do medo como instrumento de pressão é incompatível com qualquer ambiente democrático e com os valores que sustentam o esporte.
O futebol desperta emoções intensas, mas nenhuma delas pode servir de justificativa para a violência ou para a intimidação. Quando ameaças ultrapassam os limites da disputa esportiva e alcançam familiares, rompe-se uma barreira que jamais deveria ser cruzada. Esperamos que o caso seja apurado com a máxima celeridade e rigor, permitindo a identificação dos responsáveis e a aplicação das medidas cabíveis.
O futebol brasileiro precisa ser reconhecido por sua capacidade de unir pessoas, incentivar o respeito e promover a convivência. É esse ambiente que defendemos, rejeitando de forma categórica toda manifestação de violência, intimidação ou ameaça.
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