O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reiterou nesta quarta-feira (15) que a entidade máxima do futebol espera a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, mesmo com o conflito em curso no Oriente Médio.
— A seleção iraniana está vindo com certeza. Esperamos que até lá a situação seja pacífica. Como eu disse, isso definitivamente ajudaria. O Irã tem que vir. Eles representam seu povo. Se classificaram. Os jogadores querem jogar — afirmou Infantino, durante participação no fórum CNBC Invest in America.
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— Eles são um time bastante bom também. Querem jogar. Devem jogar. O esporte deve ficar fora da política. OK, não vivemos na lua, vivemos na Terra. Mas se ninguém mais acredita em construir pontes e mantê-las intactas e unidas, nós estamos fazendo isso — completou o presidente da Fifa.
O treinador da equipe, Amir Ghalenoei, afirmou que o time segue a programação normal para estar no torneio.
— A seleção iraniana vai participar da Copa do Mundo de 2026, apesar de o país estar em guerra com os EUA. Não há razão para o Irã não participar. É a vontade de Deus. Estamos trabalhando intensamente na preparação final, que deverá incluir jogos — afirmou Amir Ghalenoei.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos iniciaram ataques a alvos militares, governamentais e civis em todo o Irã, em coordenação com Israel. O Irã respondeu com ataques contra países vizinhos da região, vários dos quais também participam da Copa do Mundo: Jordânia, Catar e Arábia Saudita. Declarações do então presidente dos EUA, Donald Trump, chegaram a colocar em dúvida a segurança da seleção iraniana no país-sede, alimentando a pressão por uma mudança de local.
O Irã foi um dos primeiros países a se classificar para a Copa do Mundo e está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A equipe vai disputar todos os jogos da fase de grupos na costa oeste dos EUA: dois em Los Angeles - onde vive a maior comunidade da diáspora persa no mundo - nos dias 15 e 21 de junho e um em Seattle (26 de junho).

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Diante desse cenário, o México apareceu como alternativa viável. O governo de Claudia Sheinbaum sinalizou abertura para receber os jogos, reforçando o papel do país como anfitrião do torneio. Mas a tentativa não foi aceita pela Fifa, que preferiu manter a logística estabelecida no sorteio ocorrido em dezembro.
— Se for alcançado um cessar-fogo, as nossas hipóteses de participar no torneio aumentarão. A prioridade é garantir a segurança dos nossos jogadores e da equipa técnica — afirmou o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali.
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