O jornal The Guardian revelou, nesta quinta-feira (30), detalhes do projeto polêmico da Fifa, que prevê arrecadar até US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) por meio de investimentos privados com a venda de ações da Copa do Mundo.
O veículo britânico teve acesso exclusivo ao documento intitulado “Fifa Forward Enterprise Member Materials'', que foi apresentado às 211 associações filiadas na tentativa de convencê-las. Nele, a federação que rege o futebol mundial defende a criação de uma nova subsidiária na qual teria o controle majoritário. Tal companhia seria responsável por consolidar operações, além de gerar as principais competições da entidade
Entre os principais pontos apresentadores no relatório, um chama atenção: a intenção de expandir significativamente o calendário internacional, mais do que dobrando o número de torneios, que passariam de 200 para até 450 por ano. A medida acende um alerta imediato sobre a sobrecarga dos jogadores, em um cenário que já enfrenta críticas pelo excesso de partidas.
De acordo com o jornal, o documento, composto por 25 páginas, também prevê aumento no preço dos ingressos e a ampliação da monetização dos direitos de mídia, incluindo a possibilidade de transmissão de grandes eventos por plataformas de streaming e canais por assinatura.
Apesar do foco agressivo em crescimento comercial, o plano chama atenção pela ausência de uma estratégia clara para o futebol feminino.
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