Membros de seis organizadas do Corinthians foram ao Parque São Jorge na tarde desta terça-feira para protestar contra a administração do clube. Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão Nove, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra exigem mudanças na política do Timão.

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As organizadas estiveram na sede social do clube. Em nota, afirmaram que o protesto acontece de forma pacífica "para que, de fato, esse cenário não continue a se repetir e a prejudicar ainda mais o SCCP". Os membros conversaram com Osmar Stabile, presidente interino do Corinthians.
Vídeos divulgados pela Gaviões da Fiel mostram uma faixa com a frase "Luto, fechado por má administração" pendurada no portão de entrada do Parque São Jorge. Além disso, os membros das organizadas entraram na sede social e trancaram o portão com um cadeado.
Pouco tempo após a invasão, a Polícia Militar foi acionada e se direcionou ao Parque São Jorge. O portão do estacionamento foi liberado. A catraca de acesso de pedestres não foi afetada, permitindo que os sócios entrassem e saíssem do clube normalmente.
Cerca de uma hora e meia após a invasão, os torcedores organizados já deixaram as dependências do Parque São Jorge. Presidente da Gaviões da Fiel, Alexandre Domênico Pereira, o Alê, falou com a imprensa sobre a ação e sobre a conversa com Stabile.
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"Deixamos bem claro que o presidente [Stabile] tem paz para respirar até a página 2. Se nós vermos que ele não está cumprindo com nada que falou, vamos voltar aqui. Uma coisa que ele nos falou é em relação à base. Ele pediu para nós, torcidas organizadas, montarmos uma comissão para ajudar a fiscalizar a base. Osmar Stabile nos prometeu que não terá mais empresário na base. Terá uma comissão que vai analisar todos os contratos. Se for bom para o Corinthians, vai seguir. Se não, já era. Acabou isso de filho de empresário, filho de patrocinador. Acabou isso, segundo ele. Se ele não cumprir, estaremos aqui novamente. Toda semana estaremos aqui. O corintiano está de saco cheio", disse.
Organizadas do Corinthians invadem e trancam Pq. São Jorge;veja*
As seis organizadas do Corinthians exigem três principais mudanças: que o Fiel Torcedor tenha direito a voto; uma alteração imediata no estatuto do clube; e uma punição aos responsáveis que deixaram dívidas durante suas respectivas gestões.
"Esse modelo em que 4 mil pessoas decidem o futuro do Corinthians está ultrapassado. A força do portão para fora precisa entrar. O corintiano de todo lugar no mundo tem o direito de escolher o presidente. Todo mundo teve o direito de acertar e errar aqui dentro, normal. Nossa ideia não é inchar o clube, mas o corintiano do mundo todo tem o direito a votar também. É isso que a gente quer, a nossa pauta é essa. Que o presidente que passou e deixou dívidas, pague com seus bens e minimamentente seja expulso do quadro associativo. Já que é para revolucionar, vamos revolucionar. Vamos começar do zero, a hora é agora", afirmou Alê.

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Nos momentos iniciais da invasão, Alê cobrou diretamente Osmar Stabile. Ele acusa o interino de trazer pessoas ligadas à gestões antigas. Na última segunda-feira, Stabile anunciou para sua diretoria nomes como Emerson Piovesan, que atuou na gestão Roberto de Andrade entre 2015 e 2017, e Carlos Roberto Auricchio, o Nenê do Posto, que chefiou a base junto de outros dois diretores entre 2017 e 2018.
Augusto Melo também foi cobrado. No último sábado, ele invadiu a sala da presidência do clube no Parque São Jorge e tentou reassumir o poder por meio de um ofício. Desde então, Melo tem dado entrevistas em que afirma ser o presidente do Corinthians.
"Osmar Stabile, você está trazendo pessoas de gestões anteriores. Não vamos aceitar isso não. Augusto Melo, você mentiu para nós rapaz. Falou que era presidente, mas não é presidente p**** nenhuma. Estamos aqui pelo Corinthians", cobrou Alê.
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