Pela quinta rodada da fase de liga da UEFA Champions League, nesta quarta-feira (26), Atlético de Madrid e Internazionale fizeram um duelo intenso no Metropolitano valendo posições importantes na tabela e aproximação da classificação direta ao mata-mata.
Com equilíbrio na partida e chances claras dos dois lados, o Atlético buscou a vitória diante de sua torcida para seguir forte na briga entre os primeiros colocados e se aproximar do G-8, enquanto a Inter tentou manter seus 100% de aproveitamento na Champions mesmo atuando fora de casa.
Luta colchonera
No Metropolitano, o Atlético de Madrid foi mais eficiente e levou para o intervalo a vantagem por 1 a 0 sobre a Internazionale. O jogo começou em ritmo acelerado, com a Inter criando as primeiras oportunidades, sobretudo com Dimarco e Lautaro, que exigiram boas defesas de Musso. A equipe italiana pressionou nos minutos iniciais, explorando finalizações de média distância e a velocidade de Bonny.
O Atlético, porém, foi letal quando chegou. Aos 9 minutos, Julián Álvarez aproveitou rebote na área após jogada construída pela esquerda e empurrou para as redes. O lance gerou revisão do VAR, que confirmou o gol. A partir daí, o time de Simeone ganhou confiança, passou a brigar mais pelas segundas bolas e adiantou o bloco.
A Inter tentou reagir com tentativas de Çalhanoglu e Zielinski, mas parou nas intervenções seguras de Musso. Defensivamente, o Atlético controlou bem a profundidade da equipe de Inzaghi, apesar de alguns sustos em jogadas de Bisseck e Dimarco.
O primeiro tempo terminou quente, com uma série de faltas duras e cartão para Dimarco. Giuliano Simeone ainda precisou de atendimento após choque, mas seguiu no jogo. No geral, o Atleti conseguiu administrar sua vantagem nos minutos finais e chegou ao intervalo mostrando mais solidez do que brilho.
Eterno herói celeste
O segundo tempo no Metropolitano teve todos os ingredientes de uma noite épica, com tensão, sofrimento, viradas emocionais e um herói de culto absoluto para a torcida colchonera: José María Giménez.
A Inter voltou do intervalo incendiada e quase empatou logo aos 46, quando Barella acertou a trave em finalização forte pelo meio da área. Pouco depois, Dimarco obrigou Musso a mais uma intervenção, até que, aos 54 minutos, veio o gol inevitável: Zielinski recebeu de Bonny e finalizou firme, empatando o jogo em 1 a 1 e silenciando momentaneamente o Metropolitano.
Mesmo com o golpe, o Atleti reagiu. Simeone mexeu no time, trocou energia por organização e colocou Nico González, Koke, Pubill e, depois, Griezmann e Sorloth. A equipe voltou a ganhar campo e acumulou finalizações com Giuliano Simeone, Álvarez, Baena e até Ruggieri, mas Sommer seguia segurando o empate.
A Inter também ameaçava nos contra-ataques, especialmente com Esposito e depois com Thuram, que perdeu chance clara aos 85. O jogo virou uma guerra de nervos, com divididas fortes, jogadores caindo e o estádio em combustão constante.
Mas era noite de herói. Era noite de José María Giménez.
Nos acréscimos, em cobrança de escanteio perfeita e milimétrica de Griezmann, o zagueiro uruguaio subiu como se estivesse suspenso no ar. Testou firme, preciso, violento, com uma cabeçada que parecia carregar a alma do Atleti.
A bola morreu no canto direito, pra explosão do Metropolitano.
Giménez saiu correndo, batendo o escudo no peito, gritando com a torcida, que respondeu como sempre: com idolatria absoluta, e com uma emoção de quem sabe exatamente o que aquele gol significou. Um gol digno de quem vive noites assim há anos, noites de batalha, de entrega, de suar sangue, noites que fazem dele um dos maiores símbolos do clube na era Simeone, de quem já sorriu e chorou com a camisa colchonera! Noites que explicam por que o torcedor o ama de forma visceral.
Após isso, bastou o Atleti se fechar com alma e brigar por cada bola como se fosse a última e administrando a vantagem até o apito final, com uma vitória no maior estilo Club Atlético de Madrid e com assinatura do eterno guerreiro do Metropolitano: José Maria Giménez.
Situação e próximos jogos
Com a vitória, o Atlético de Madrid chega aos 9 pontos, sobe para a 12ª posição e fica agora a apenas um ponto do G-8, zona que garante vaga direta nas oitavas da Champions. Já a Internazionale cai para o 4º lugar, permanece com 12 pontos e perde seu aproveitamento de 100% na fase de liga.
Pela La Liga, o Atlético volta a campo no sábado (29) contra o Oviedo, antes de retomar o foco europeu na terça (9), quando visita o PSV, na Holanda. A Inter, por sua vez, enfrenta o Pisa no domingo (30) pela Serie A, e também volta à Champions na terça (9), em duelo complicado diante do Liverpool.
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