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Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026
Futebol argentino vai entrar em greve neste fim de semana em apoio ao presidente da AFA.

ABC

Futebol argentino vai entrar em greve neste fim de semana em apoio ao presidente da AFA.

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O futebol argentino vai parar de quinta-feira até domingo em apoio ao presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA), Claudio Chiqui Tapia, investigado por corrupção. A decisão da greve geral foi mantida pelos clubes no início desta semana. O dirigente e o tesoureiro da entidade, Pablo Toviggino, vão prestar depoimento à Justiça nos próximos dias. A AFA afirma que se trata de perseguição política por parte do presidente Javier Milei, com quem Tapia não mantém boas relações.

Apesar da reação negativa dos torcedores argentinos, a entidade, com apoio dos clubes, confirmou a suspensão das partidas da nona rodada do Torneio Abertura (os jogos serão remarcados para maio).

— É uma nova confirmação de respaldo. Vivemos uma situação complexa. Porém, acreditamos que cada dirigente soube responder aos ataques — disse o vice-presidente da AFA, Javier Treuque, ao site Doble Amarilla.

Apesar da decisão por consenso, apenas alguns clubes apoiaram Tapia publicamente por meio de comunicados e mensagens nas redes sociais. Os jogadores do San Lorenzo, por exemplo, foram a campo no último jogo com uma camisa com os dizeres: "Chega de nos perseguir".

O embate entre os dirigentes do futebol argentino e o governo Milei começou pela falta de acordo a respeito da transformação dos clubes em Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), que continuam proibidas. Desde 2023, o presidente tenta passar a nova lei, mas não tem apoio dos clubes. Em 2024, o embate endureceu quando os benefícios fiscais que as associações recebem.

Na semana passada, o Ministério da Justiça da Argentina nomeou interventores na AFA para averiguar supostas irregularidades administrativas. A entidade considerou a ação ilegítima e anunciou que iria recorrer à Justiça para anular a medida.

Tapia e outros dirigentes da AFA são acusados de suposta apropriação indevida de tributos no valor de mais de 19 bilhões de pesos (cerca de 13 milhões de dólares ou quase R$ 70 milhões).

FONTE/CRÉDITOS: Globo - foto reprodução
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