Após ter sido denunciado por abuso sexual, o atacante Cristian Pavón, do Boca Juniors, corre o risco de ser preso preventivamente em Buenos Aires. O pedido foi feito pela defesa de Gisela Doyle, que acusa o jogador de tê-la assediado sexualmente em novembro de 2019.
Pavón, que recentemente voltou de empréstimo do Los Angeles Galaxy, não irá ficar no Boca. Nesta quinta-feira, surgiu a notícia de que o Galaxy quer comprar o passe do atacante, que já foi alvo do interesse do Atlético-MG, no início de 2020. Com a iminente possibilidade de que ele deixe o país, a defesa pediu à Justiça a prisão preventiva de Pavón.
No texto do pedido apresentado pelo advogado Luciano Bocco, ele afirma que “existem veementes indícios de perigo de fuga ou de obstrução da investigação. (...) Tendo em conta as facilidades que o denunciado tem para abandonar o país, solicito a que se ordene de maneira imediata uma medida cautelar de proibição para a saída do país.”.
A defesa de Gisela Doyle não descarta um pedido de extradição à Interpol, caso Pavón deixe a Argentina.
O abuso sexual teria ocorrido em uma festa. Em seu depoimento, Gisela diz que, após o consumo de álcool e maconha, Pavón a trancou em um banheiro por uma hora, que teve relações com ela não consentidas, e que a deixou jogada no chão do banheiro.
Nos últimos sete anos, quase 20 jogadores que atuam no futebol argentino foram denunciados pro violência de gênero. Esta semana, Thiago Almada e Miguel Brizuela, ambos do Vélez Sarsfield, foram acusados formalmente pela Promotoria de San Isidro de terem abusado sexualmente de uma jovem de 28 anos, também em uma festa.
A lista de jogadores denunciados por mulheres conta com nomes que já passaram pelo Brasil, como Ricardo Centurión, ex-São Paulo, e Jonatan Cristaldo, ex-Palmeiras, além de Sebastián Villa e Agustín Rossi. No ano passado Alexis Zárate, ex-Independiente, foi condenado a seis anos e meio de prisão por estupro.
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