A eleição presidencial do São Paulo deve passar por uma mudança no cenário da situação. Adilson Alves Martins, que estava próximo de oficializar sua candidatura para o pleito marcado para o fim deste ano, desistiu de concorrer ao cargo.
A desistência ocorre por motivos pessoais e profissionais. Segundo apurou a reportagem, personagens da situação têm uma reunião marcada para esta quinta-feira para definir os próximos passos.
O empresário e conselheiro vitalício do clube era um dos nomes mais fortes da situação para a eleição. Ele explicou, em entrevista ao jornalista Ramoni Artico, que decidiu priorizar sua empresa, que passa por um processo de expansão e emprega mais de 10 mil pessoas.
“Cuido de uma empresa que emprega mais de 10 mil pessoas. Eu não posso deixá-la nesse momento, principalmente no processo de expansão que estamos tendo. Para mim seria uma realização presidir o São Paulo, mas não posso deixar minha empresa nesse momento por respeito a todos os meus funcionários e essas 10 mil famílias que recebem seu sustento através dela”, afirmou.
Adilson também destacou que comandar o São Paulo exige dedicação integral e que, neste momento, não conseguiria conciliar as duas funções.
“Não adianta você querer dividir duas funções que exigem sua máxima atenção e foco. Presidir o São Paulo, hoje, pede 100% de dedicação e comprometimento. Não gosto de fazer as coisas pela metade. Adoraria presidir o clube que tanto amo, mas, neste momento, priorizo a minha empresa e meus empregados que dependem 100% da minha gestão”, acrescentou.
Situação precisa buscar novo candidato
Com a desistência de Adilson, a situação do São Paulo ainda não tem um candidato oficializado para a eleição presidencial. O empresário faz parte do grupo Sempre Tricolor e atua como assessor financeiro da presidência desde março deste ano.
A definição de Adilson como candidato estava encaminhada após os grupos que compõem a situação chegarem a um consenso em torno de seu nome. Agora, a base governista terá de voltar a discutir alternativas para a disputa.
A eleição está prevista para a primeira quinzena de dezembro e definirá o presidente do São Paulo para o triênio 2027-2029. O pleito também definirá a nova composição do Conselho Deliberativo do clube.
Oposição já tem chapa encaminhada
Enquanto a situação precisa encontrar um novo nome, a oposição já tem sua chapa encaminhada para a eleição. Marcelinho Portugal Gouvêa será o candidato à presidência. O advogado e conselheiro vitalício integra o grupo Salve o Tricolor Paulista.
Eduardo Alfano, do grupo Novo São Paulo, será o vice-presidente da chapa, enquanto Fabio Mariz, também do Novo São Paulo, será o nome para a presidência do Conselho Deliberativo.
A definição oficial das chapas ainda seguirá o calendário eleitoral do São Paulo.
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