Cia de Notícias - Conceito em Noticiar

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
Boto, do Flamengo, dispara contra redução do limite de estrangeiros no Brasileirão: 'Isso vai baixar a qualidade da liga

Flamengo

Boto, do Flamengo, dispara contra redução do limite de estrangeiros no Brasileirão: 'Isso vai baixar a qualidade da liga

.....

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A nova regra de redução gradual do limite de estrangeiros no futebol brasileiro, aprovada pela CBF na última segunda-feira (21), não agrada José Boto, diretor de futebol do Flamengo.

A proposta prevê iniciar a diminuição de estrangeiros, em 2027, e chegar a um limite de cinco, em 2030. Na visão do dirigente do clube carioca, que votou contra a ideia, tal medida não vai melhorar o Campeonato Brasileiro e sim enfraquecê-lo.

''Como estrangeiro, que trabalha no Brasil, mas que já trabalhou em outras ligas, vou dar a minha opinião, embora respeite, como é óbvio, quem fez esses estudos. Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro, antes, pelo contrário, vai pôr a liga mais fraca, porque os jogadores vão continuar saindo'', disse Boto em entrevista ao Coluna do Fla.

''Os melhores jogadores vão continuar saindo para a Europa muito novos, e os clubes não tendo a possibilidade de reter esses jogadores de valor, vão ter que jogar com jogadores com menos valia, e isso vai baixar a qualidade da liga brasileira'', acrescentou o dirigente português.

Em entrevista ao Fala A Fonte desta terça-feira (22), Marcos Motta, advogado e vice-presidente jurídico do Flamengo, também comentou o assunto.

Diretor do Flamengo critica redução de estrangeiros: "Abaixar a qualidade" | CNN Brasil

(foto reprodução) - ''Eu acho que, com a limitação do número de estrangeiros, essa limitação tem que ser repensada. Não pode engessar o modelo. Temos que ter o engrandecimento do produto. Tudo o que pudar ajudar a gente tem sempre que discutir. Se houver a limitação (de estrangeiros), eventualmente teremos que ter a discussão sobre a limitação (do número de jogos para transferência). É algo que tem que ser sempre gradual. Ter linha de corte em qualquer coisa é sempre problemático. Assim como a Fifa impôs a limitação dos empréstimos, que já vem de algumas tempodas e afetou até mesmo o Richarlison agora, essas pautas têm sempre que estar vivas e serem aplicadas de forma gradual, não impositiva'', afirmou.

Boto, por sua vez, aproveitou ainda para dar uma outra sugestão para a CBF. Para o dirigente, a regra de que um jogador não pode mudar de clube após disputar 12 jogos, precisa acabar, como já não acontece em outras ligas ao redor do mundo. O assunto, aliás, será discutido na próxima reunião dos representantes das séries A e B com a entidade.

''Acho que há uma medida que essa sim faria todo o sentido, que era a de não limitar as transferências entre clubes brasileiros a um número de jogos, porque isso é algo que não existe em mais nenhuma parte do mundo e isso faz com que o dinheiro saia daquilo que é o ecossistema do futebol brasileiro. Ou seja, como é óbvio, os grandes clubes não podem… não vão contratar jogadores que não fizeram os 12 jogos, vão querem contratar os melhores jogadores dos outros clubes. Isso sim parecia-me uma medida acertada para a liga brasileira'', opinou ao Coluna do Fla.

FONTE/CRÉDITOS: espn - foto reprodução
Comentários: