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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026
Novo momento político.

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Novo momento político.

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Eleição, dados, surpresas e confirmações. Começo pelo governo do estado. Muitos até acreditavam num segundo turno, Pesquisas mostravam vantagem de Otaviano Pivetta sobre Wellington Fagundes e Natasha Slhessarenko, mas o que ocorreu no final foi um tsunami de votos para o Pivetta. Ele teve mais de 60% dos votos.

As conversas giravam em torno de ter segundo turno com o argumento de que a Natasha teria cerca de 20% dos votos e que isso não daria margem para Pivetta ou Wellington ter votos suficientes para levar a eleição no primeiro turno. Não foi nada disso, mostrou o resultado final.
 
O caso do Wellington em eleição também chama a atenção. Para o Legislativo, no caso de deputado federal e senado, ele praticamente ganha todas. Já para o Executivo, incluindo disputa para a prefeitura de Rondonópolis, não levou uma. O eleitor o quer mesmo em Brasília, mostram os fatos.
 
Natasha Slhessarenko ficou em terceiro lugar na votação para o governo do estado. Longe de ganhar a eleição, mas sobressaiu na disputa. Fala bem, tem postura e representou bem a candidatura mais à esquerda e também a mulher do estado numa eleição disputada como foi essa para o governo.
 
Mauro Mendes se consolida como liderança política no momento no estado. A derrota de Júlio Campos, mais a não candidatura de Jaime Campos ao governo ou ao senado confirma isso. Até mesmo a derrota de Eduardo Botelho, mais ligado aos Campos, mostra esse caminho. A esposa de Mauro, Virginia, foi eleita deputada federal nesse embalo politico e ainda Fabio Garcia, muito ligado politicamente ao Mauro. Na Assembleia Legislativa o grupo ao redor do Mauro também se fortifica. Antero Paes de Barros, candidato a deputado federal e nome que poderia criar um novo caminho político no estado, também não se elegeu.
 
É um novo momento na política estadual, com a presença forte de Otaviano Pivetta e Mauro Mendes e o outro lado ou outros lados praticamente sem maiores lideranças.
 
Precisa ser pontuado que o que aconteceu não foi uma resposta, digamos, do agro estadual. É um fato que foi além disso. Um exemplo simples e direto mostra isso. Pivetta e o grupo ganharam e bem na chamada Baixada Cuiabana., com ênfase em Cuiabá e Várzea Grande.
 
A família Campos, como exemplo, sempre teve uma presença eleitoral forte nessa área, com suporte maior em VG. Agora não foi bem assim. Quando os Campos tinham mais força em Várzea Grande ali era uma outra realidade. Agora, com, cerca de 300 mil habitantes, a maioria dali não tem mais ligações com o passado eleitoral, a coisa mudou completamente. É um novo momento em toda a Baixada Cuiabana. O Pivetta, com ligação no agro, foi bem votado aqui.
 
Mas, como dizia Ulisses Guimarães, política é como nuvem: num momento, quando se olha para cima, ela está de um modo. Daqui a pouco já mudou. Não digo que daqui a pouco vai mudar o atual quadro que saiu das urnas, mas como mostra a história, ao longo do tempo, a nuvem passa e vem outras. Coisas da política, aqui e fora.
 
Alfredo da Mota Menezes é analista político.
FONTE/CRÉDITOS: Alfredo da Mota Menezes
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