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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026
Biomédico responsável por rede de laboratórios é preso em operação que investiga fraudes em exames.

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Biomédico responsável por rede de laboratórios é preso em operação que investiga fraudes em exames.

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O biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz, que atuava como responsável técnico na rede de laboratórios Bioseg, foi preso nesta sexta-feira (15), durante a Operação Contraprova, que investiga fraudes e falsificações em exames laboratoriais, em Cuiabá, Sinop e Sorriso, no norte do estado.

Sócio de laboratório é preso por fraude em exames; operação fecha unidades  da Bioseg em MT - VOZ MT

(foto reprodução)

As investigações apontaram que o laboratório não realizava os exames internamente, nem enviava os materiais biológicos para outros laboratórios. As amostras coletadas dos pacientes eram descartadas sem análise e os resultados dos laudos eram falsificados.

O g1 entrou em contato com a rede de laboratórios, mas não obteve retorno até esta publicação. A reportagem tenta localizar a defesa de Igor Phelipe.

Segundo a Polícia Civil, a rede realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, clínicas médicas particulares, nutricionistas e um convênio médico, além de atender pacientes particulares.

As investigações começaram em abril deste ano, após uma denúncia recebida pela Vigilância Sanitária de Cuiabá, alegando que o responsável pelo laboratório estaria falsificando os resultados de exames. Na ocasião, a unidade foi interditada, e o investigado chegou a ser preso em flagrante.

Nesta sexta-feira, além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos sócios, Willian de Lima e Bruno Cordeiro Rabelo, e nas unidades da empresa. A Justiça determinou ainda a interdição das três unidades, a suspensão do registro de biomédico do sócio preso, a suspensão de contratos do laboratório com o Poder Público e a proibição dos sócios de contratar com órgãos públicos da União, estados e municípios.

Laboratório que falsificava exames foi contratado pela Prefeitura de Cuiabá  na gestão de Emanuel Pinheiro | ReporterMT - Mato Grosso em um clique

(foto reprodução)

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz de Garantias de Cuiabá, após manifestação favorável da 24ª Promotoria de Justiça, que estão sendo cumpridas com o apoio de policiais civis das delegacias de Sorriso e de Sinop, além de fiscais da Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá.

Ao final da investigação, os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato, falsificação de documento particular, peculato e associação criminosa, com penas que podem chegar a até 25 anos de prisão, além de multa.

FONTE/CRÉDITOS: G1 MT - foto reprodução
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